História

União das Freguesias de Alenquer

A Vila de Alenquer, sede concelhia, é formada por Alenquer (Santo Estevão) e Alenquer (Triana).

A antiguidade do povoamento local é atestada pelos diversos objetos descobertos pelo arqueólogo Hipólito Cabaço no sítio do Castelo. No entanto, apesar dos diversos estudos, não se pode precisar a época exata do povoado ao qual pertenciam esses achados. Parece tratar-se de um povoado castrejo, cujo núcleo habitacional primitivo terá sido posteriormente no século II e III a.C., romanizado. Da época romana chegaram até aos dias de hoje, vários vestígios, nomeadamente moedas, lápides, mosaicos e sepulturas. Em 1934, Hipólito Cabaço põe a descoberto uma extensa necrópole Lusitano-romana do século I d.C. .

Alenquer terá sido fundada pelos Alanos, povos que governaram parte da Lusitânia e reedificaram e fortificaram Alenquer. Em 1148, D. Afonso Henriques conquistou Alenquer aos Mouros e já no reinado de D. Sancho I, foi reedificada e povoada tendo o monarca dado a povoação à sua filha D. Sancha que lhe deu foral em 1212 e aqui residiu até professar no convento de Celas. Após a profissão da Infanta, o Paço foi convertido em convento da Ordem de São Francisco, tendo sido o primeiro desta ordem, em Portugal. Em 1302, D. Dinis concede novo foral a Alenquer, que terá sido confirmado por D. Manuel I. O concelho de Alenquer foi constituído a 12 de junho de 1837.

O topónimo Alenquer terá sido objeto de vários estudos, sugestões e opiniões. No entanto, a versão mais coerente considera que o topónimo provém do Latim, através do Moçárabe. Mas a tradição popular tem também justificação para o topónimo. Assim, conta a lenda do “Alão-quer”, que indo o rei cristão banhar-se no rio, viu um grande cão pardo que vigiava as muralhas e se chamava Alão. O rei fez-lhe festas e o cão calou-se, o que o rei entendeu tratar-se de um bom presságio para o combate que se avizinhava. Assim, o rei de imediato mandou dar início ao ataque dizendo “Alão quer”, originando-se assim a designação da vila. Outra versão do “Alão quer”reza que Alão era o cão encarregado de levar as chaves na boca todas as noites pelas muralhas até à casa do governador e os cristãos, aproveitando-se dos instintos do animal, prenderam uma cadela debaixo de uma oliveira, à vista do cão que, seguindo os seus instintos, galgou os muros, entregando as chaves aos portugueses.

Constituição atual e caracterização

No âmbito da Reorganização Administrativa do Território das Freguesias de 2013, surgiu a União de Freguesias de Alenquer, que engloba as duas antigas e históricas freguesias Santo Estevão e Triana.

Santo Estevão é a terra natal de Damião de Góis, historiador e humanista português e grande personalidade do Renascimento em Portugal. A nível patrimonial, destaca-se em Santo Estevão o portal manuelino do convento de São Francisco, o castelo de Alenquer, o túmulo de Damião de Góis, o Padrão da Ponte do Espírito Santo, a Igreja da Misericórdia, o Bairro da Judiaria e as capelas de Santa Catarina e de São Pedro.

Triana caracteriza-se a nível patrimonial, pela igreja de Nossa Senhora da Assunção, a capela de Santo António, as quintas da Bemposta, de Porto da Cruz, do Fiandal e do Santo António, merece ainda destaque o marco da Mala-Posta.

No aspeto económico, por se tratar de uma freguesia urbana, sede concelhia, os três setores encontram-se representados. Na segunda metade do século XIX foi constituída em Triana a Fábrica Nova da Romeira, uma fábrica de fiação e tecidos, de grandes dimensões e importância económica. A produção da fábrica cessou na década de sessenta do século XIX e em 1983 é publicado o decreto 2/96 que o declara como Imóvel de Interesse Público. Em 1995 o local é transformado em pavilhão municipal de exposições e em 2008 foi inaugurado o parque urbano da Romeira, infra-estrutura de lazer com jardins, parque infantil e parque desportivo.


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